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A Comissão Pastoral da Terra (CPT) carrega 50 anos de história marcada pela luta em defesa da justiça social no campo e pela igualdade no acesso à terra e à água, sendo uma das principais referências nacionais no acompanhamento de movimentos camponeses que reivindicam o direito de produzir, de viver e de permanecer em seus territórios. É por meio dos acampamentos que essa luta se materializa de forma mais concreta, já que nesses espaços, trabalhadores e trabalhadoras sem-terra se estabelecem próximos a áreas consideradas improdutivas ou passíveis de desapropriação para fins de reforma agrária, funcionando como uma forma de mobilização social e pressão política para que o Estado enfrente a concentração fundiária e promova uma distribuição mais justa da terra.
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Em 2025, os conflitos no campo no Rio Grande do Norte atingiram 5.473 pessoas, entre trabalhadores/as rurais sem terra, comunidades quilombolas, pequenos/as proprietários/as, comunidades tradicionais e outros grupos sociais no campo. Segundo levantamento da Comissão Pastoral da Terra (CPT), publicado na 40ª edição do relatório Conflitos no Campo Brasil, foram registradas 17 ocorrências de conflitos no estado ao longo do ano.
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Nos dias 30 e 31 de março, mulheres camponesas de comunidades acompanhadas pela CPT no Oeste do Rio Grande do Norte participaram do Encontro de Formação “Mulheres Camponesas em permanente processo de libertação”, realizado no Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais (STTR) de Apodi.
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O Encontro Anual das Comunidades Camponesas acompanhadas pela CPT no Rio Grande do Norte, realizado nos dias 28 e 29 de novembro, em Serra Upanema, reuniu dezenas de camponeses e camponesas do Oeste potiguar para avaliar a caminhada de 2025 e fortalecer a organização comunitária para enfrentar com esperança os desafios e o ano que se avizinham.
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