Comissão Pastoral da Terra Nordeste II

No último sábado, 11, um gesto de solidariedade e amor à Casa Comum uniu mulheres agricultoras de duas comunidades no município de Assu, no Rio Grande do Norte. Agricultoras do grupo de mulheres Sementes da Terra, do assentamento Professor Maurício de Oliveira, compartilharam 400 mudas de diversas espécies nativas e frutíferas com as mulheres do grupo Unidas para Vencer, da comunidade Artur Sabino.

Setor de comunicação da CPT NE2 



As mudas, produzidas pelas próprias agricultoras de Maurício de Oliveira, incluíam espécies como aroeira, sabiá, angico, ipê, mulungu, trapiá, caraibeira, graviola, pitanga, manga, caju, coco, limão, jaca, pinha, acerola e azeitona. Essa ação não apenas fortalece os laços entre as mulheres e suas comunidades, mas também contribui para a preservação do meio ambiente e da biodiversidade local.

Hilberlândia Andrade, da Comissão Pastoral da Terra (CPT), ressalta que as mulheres foram motivadas pela luta em defesa da Casa Comum e contra o desmatamento e a degradação ambiental. “Elas estão dando a sua parcela de contribuição para  reflorestar e cuidar da Casa Comum, da Caatinga. Cada planta tem um significado para o ecossistema, para o meio ambiente, o solo, para garantir alimentação saudável às famílias camponesas.  A Terra nos dá a vida, mas precisamos cuidar dela. Os bens da natureza não são infinitos, e já  estamos vendo a resposta que a natureza dá à devastação e a exploração em nome do lucro”.

Para a agricultora Samara Rejane, da comunidade Maurício de Oliveira e uma das mulheres produtoras das mudas, "é muito bom as mulheres do grupo estarem unidas fazendo esse trabalho coletivo, fazendo cada muda para doar. Que cada família receba, plante e colha os frutos no futuro". Ana Maria Gomes, outra agricultora da comunidade, também destaca: "coletamos a semente, plantamos e agora repassamos para as demais. É uma riqueza muito grande. O nosso futuro é a planta e a natureza".

Edinalda da Silva foi uma das agricultoras que receberam as mudas. “Uma planta dessa significa muito para nós, porque vamos ter fruta saudável na nossa comunidade e ter uma sombra para descansar quando estivermos enfadadas da batalha", ressalta. E a camponesa Francimária da Silva, que também recebeu mudas, complementa: "vai melhorar o meio ambiente, vai ter o fruto saudável. A planta significa continuidade, significa vida”.

A iniciativa contou com o apoio da Comissão Pastoral da Terra, dentro da ação Caatinga Viva pelas Mãos das mulheres, que envolve também o Centro Feminista 08 de Março, organização feminista parceira da CPT no acompanhamento de grupos de mulheres camponesas no Rio Grande do Norte.

 

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