Comissão Pastoral da Terra Nordeste II

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 Nestes tempos de pandemia da Covid-19, mulheres camponesas apoiadas pela CPT na Diocese de Campina Grande (PB) formaram uma frente de solidariedade e de resistência contra a fome e contra o patriarcado. Durante o mês de março, mais de cem camponesas participaram da campanha “Mulheres alimentando a resistência”, com o intuito compartilhar alimentos produzidos em suas roças com mulheres urbanas em situação de vulnerabilidade. Mesmo estando em período de plantio e com o tempo de entressafra longo, as mulheres coletaram meia tonelada de alimentos que foi destinada, no último dia 29, durante a Semana Santa, à Frente Campinense de Cultura, em especial às mulheres artistas que passam por dificuldades financeiras neste momento de pandemia.

Acompanhe o relato da equipe local:

A CPT na Diocese de Campina Grande (PB) celebrou a luta das mulheres camponesas, em março de 2021, com a Campanha “Mulheres alimentando a resistência” e, no último dia 29, início de “Semana Santa”, doou meia tonelada de alimentos à Frente Campinense de Cultura.

Durante esse período, camponesas das comunidades de assentamentos apoiadas pela CPT na região, mães, tias, avós, filhas e netas doaram alimentos que foram partilhados com mulheres urbanas. O pouco que tinham partilharam com quem mais precisa. No momento em que a taxa de letalidade da Covid-19 aumenta, a Campanha “Mulheres alimentando a resistência”, veio alimentar também a esperança na ressureição, pois chegou à “Semana Santa”, tempo de manter a tradição do “jejum” compartilhado. E essa cultura se mantém entre famílias camponesas como um modo de cuidar das pessoas em tempos de pandemia da Covid-19. O exemplo dessas camponesas veio alimentar em nós a certeza de que as mulheres formaram uma frente de resistência apoiando umas às outras.

As trabalhadoras da arte como destino da solidariedade - Só #JuntasSomosMaisFortes na caminhada para romper com o patriarcado e para reduzir o impacto da pandemia na vida de algumas mulheres e famílias que vivem da arte, que nos fazem rir e chorar com suas representações teatrais, balançar com suas danças e que emocionam com suas pinturas e poesias. Fora dos palcos, muitas vezes essas mulheres se tornam invisibilizadas. Sonhando com a ressurreição dos empobrecidos e empobrecidas, nós também venceremos este tempo difícil, e voltarão os risos e as danças, pois sabemos “a dor e a delícia” de sermos mulheres e solidárias.

#PelaVidadasMulheres

#PelaVidaDasMulheresePelaAgroecologia