Comissão Pastoral da Terra Nordeste II

  • 4.jpg
  • 5.jpg
  • 10.jpg
  • 9.jpg
  • 3.jpg
  • 7.jpg
  • 1.jpg
  • 2.jpg
  • 8.jpg
  • 6.jpg

 Nesta quinta-feira, 21/10, aconteceu o ato de lançamento do projeto de inciativa popular contra a pulverização aérea de agrotóxicos no estado de Alagoas. Na ocasião, foi iniciado o processo de coleta de assinaturas que vai se estender até que seja superada a meta de 23 mil subscreventes. Esse número equivale a 5% do eleitorado – exigência legal para apresentação da proposta.

O projeto foi construído a partir da Comissão de Produção de Orgânicos do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), formada por diversas organizações do campo. “Nós vimos que esse é um problema muito grande e definimos que um grupo de trabalho iria construir esse projeto. As pessoas estão sendo acesso a ele online”, explicou Heloísa Amaral, coordenadora da Comissão Pastoral da Terra (CPT).

Segundo Heloísa, a comunidade do assentamento Flor do Bosque, no município de Messias, já sofre com as chamadas “chuvas de veneno”. Aviões despejaram agrotóxicos nos eucaliptos do agronegócio prejudicando as plantações de laranjeiras da agricultura familiar camponesa. Assim, a pulverização aérea também prejudica a população da cidade, porque mesmo os lugares que não usam veneno estão sendo contaminados.

Pouca gente sabe, mas a pulverização aérea vem crescendo em Alagoas. Além disso, o estado é um dos que mais consumiu agrotóxicos nas duas últimas décadas. Como consequência, quase 1.350 pessoas foram intoxicadas por agrotóxicos de uso agrícola no período. Os dados são da pesquisa “Agrotóxicos no semiárido: uma análise das contradições socioespaciais de seus impactos no Alto Sertão de Alagoas”, coordenada pelo professor Lucas Lima no campus do Sertão da Universidade Federal de Alagoas (Ufal).

“A gente não vai esperar por deputado nenhum. A gente vai construir o nosso projeto de lei. Vamos fazer com que eles aprovem o projeto construído por todos nós, porque enquanto esperamos, estamos sendo envenenados no campo”, disse a coordenadora da CPT. “A nossa palavra de ordem é chega de veneno!”, finalizou.

 

Lara Tapety - Ascom CPT/AL
(82) 99697-1000