Comissão Pastoral da Terra Nordeste II

Famílias de posseiros que viviam há mais de 90 anos em uma propriedade rural em Mogeiro, no interior da Paraíba, foram surpreendidas pelos funcionários da fazenda. Eles traziam cerca de cem cabeças de animais e os deixaram dentro dos 80 hectares de roça plantadas pelas famílias, que já estavam em ponto de colheita.
Os agricultores denunciam que a presença de capangas armados na área é constante. Eles fazem intimidações e ameaçam os trabalhadores. De acordo com eles, o delegado local, Bruno da Costa, foi procurado pelos posseiros, que se sentiam inseguros. Entretanto, ao invés de garantir a segurança dos posseiros, ele foi ao local afirmando que buscaria reforço para retirá-los da área.

Seis posseiros estão impedidos de entrar em suas casas devido a uma liminar judicial. Para a Comissão Pastoral da Terra, este é um ato violento aos direitos fundamentais da pessoa humana. Primeiro, porque estas famílias nasceram e se criaram naquela propriedade. Segundo, a destruição de lavouras é um crime contra a segurança alimentar que é um direito garantido na Constituição Federal.

Não aceitamos que em um país onde o próprio Presidente da República, tem uma política de combate a fome e a miséria, a proprietária e vice-Prefeita do Município de Mogeiro, Maria Luiza, queira usar dos instrumentos do Estado, a polícia, para tirar o direito à terra e à alimentação daquelas famílias.

 

Comissão Pastoral da Terra Nordeste II

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