Comissão Pastoral da Terra Nordeste II

Nesse último domingo, 31 de maio, comunidades camponesas acompanhadas pela CPT na Zona da Mata Norte de Pernambuco distribuíram mais de uma tonelada e meia de alimentos para mais de 200 famílias da comunidade de Vaquejada, no bairro de Caueiras, em Aliança, e também ao Hospital do município. Foram distribuídos macaxeira, melancia, banana e maracujá. Os alimentos são frutos da Reforma Agrária e vieram das comunidades camponesas Dom Helder, Mariano Sales e Belorizonte, localizadas em Aliança.

As famílias de Vaquejada ficaram surpresas. “Aqui nunca chegou nada pra gente, ninguém vem aqui”, relatou uma moradora do local. Uma das agricultoras que estavam na ocasião da distribuição de alimentos, Maria do Carmo, conhecida como Carminha, fez questão de afirmar: “esses alimentos saíram dos nossos sítios, sem nenhum veneno, direto para a mesa de vocês. Vocês vão comer um produto orgânico que vem do campo e chega aqui com esta ação solidária das famílias de áreas da Reforma Agrária acompanhadas pela CPT”. Maria do Carmo vive na comunidade camponesa Mariano Sales, onde antes existia o antigo Engenho Sirigi, desapropriado para fins de Reforma Agrária após anos de luta.

A ação de solidariedade faz parte da campanha local “Partilhando o Pão e a Esperança”, realizada pela CPT e pelas comunidades acompanhadas pela Pastoral na Zona da Mata Norte de Pernambuco, com apoio da Diocese de Nazaré da Mata e da AMU – Ação por Um Mundo Unido. No município de Aliança, a ação contou com a participação do Sindicato de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Aliança, das Secretarias municipais de saúde e de agricultura, além de diversas famílias das comunidades camponesas, as quais fizeram questão de acompanhar a distribuição dos alimentos. O objetivo da campanha é garantir alimentos saudáveis, produzidos por famílias camponesas e destinados a famílias em situação de fome nas periferias das cidades, criando condições para que possam ficar em casa, contribuindo para o enfrentamento da COVID 19 em Pernambuco. Com os alimentos, os camponeses e camponesas levam também a esperança de dias melhores e de um mundo saudável e livre de desigualdades.

 

 

 

 

 

Fonte: Equipe Mata Norte CPT/PE

Imagens: Divulgação