Comissão Pastoral da Terra Nordeste II

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Sem pagar trabalhadores rurais e da indústria e com débitos junto aos fornecedores de cana da Zona da Mata Norte, situação da usina afeta a economia de seis municípios da região

 

Acontece hoje à tarde, no município de Timbaúba, uma audiência pública para discutir a situação da usina Cruangi – que há mais de 70 dias não paga os salários dos trabalhadores rurais e da indústria. O encontro acontecerá na Escola Técnica de Timbaúba e está sendo organizado pela Assembléia Legislativa de Pernambuco. Além dos débitos com os trabalhadores, a usina teria débitos estimados em R$ 8 milhões com os produtores de cana da região. A Cruangi, juntamente com a Usina Maravilha, movimentam a economia de seis municípios da Zona da Mata Norte.

Sem funcionar desde a última safra – na qual apresentou a terceira maior produção de Pernambuco, de 1,4 milhão de toneladas de cana – Cruangi passou a enfrentar dificuldades após o bloqueio dos bens pela justiça, devido a dívidas de impostos federais, causados pela venda irregular de uma outra usina do mesmo grupo, a Maravilha. Enfrentando dificuldades para sobreviver, já que muitas famílias dependem totalmente do funcionamento das usinas, muitos trabalhadores estão passando fome. Eles conseguiram, após protestos, negociar o pagamento de parte dos salários no mês de maio. Mas a situação continuou crítica.

 

Segundo a Federação dos Trabalhadores na Agricultura de Pernambuco (FETAPE), os sindicatos locais devem começar a entrar com ações trabalhistas na justiça para tentar, desta forma, a quitação dos salários e direitos trabalhistas atrasados. A entidade também entrou com pedido junto ao Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) para que as terras das duas usinas sejam desapropriadas, com a justificativa de não cumprimento do papel social. A audiência pública realizada hoje contará com a presença dos trabalhadores, de representantes do poder público local, da Assembléia Legislativa, da Fetape e da Associação dos Fornecedores de Cana de Pernambuco (AFCP).

 

 

Fonte: Jornal do Commercio