Comissão Pastoral da Terra Nordeste II

Campanha de Prevenção e Combate ao Trabalho Escravo

De olho aberto para não virar escravo

Há anos Maranhão, Tocantins, Piauí, Ceará, Minas Gerais são percorridos por empreiteiros do Pará e Mato Grosso. Estes empreiteiros são conhecidos como gatos. Eles caçam trabalhadores rurais para derrubadas de mata, roço de juquira, limpeza de pasto, aceiro e conserto de cerca. Chegam com promessas bonitas de emprego e salário mas depois, quando os peões entram nas fazendas, encontram ameaça, espancamento e trabalho escravo. Milhares de pessoas sofreram muito nos últimos anos e dezenas, ao tentarem sair do cativeiro, foram torturadas e até mortas.


Escravidão por dívida e trabalho forçado não são resquícios do passado em fazendas remotas e atrasadas. Encontram-se nos desmatamentos, na produção de carvão, nos seringais e garimpos, em projetos com incentivos fiscais de bancos e multinacionais. São consequências de uma receita de modernização e da limitada democracia brasileira”. (Alison Sutton, Trabalho Escravo, 1994)

 

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