Comissão Pastoral da Terra Nordeste II

Aproximadamente 3 mil sem terra realizam, em Maceió, entre os dias 14 e 17 de abril, a jornada em defesa da reforma agrária, pela previdência pública e social e contra as privatizações. As ações unificadas envolvendo 6 organizações sociais do campo - entre elas CPT, MST, MLST, MVT, MLT e MTL - fazem parte do que chamam "Abril Vermelho", mês em memória ao Massacre de Eldorado dos Carajás, ocorrido há 23 anos.

No dia 17 de abril de 1996, 19 camponeses foram mortos no Estado do Pará e outros 2 morreram em decorrência do conflito. O fato histórico marca o Dia Internacional de Luta dos Trabalhadores do Campo. Os trabalhadores rurais chegaram à Maceió na noite do domingo, 14, e acamparam na Universidade Federal de Alagoas (Ufal), onde fizeram um ato simbólico, na manhã desta segunda-feira, 15, em defesa da educação e contra os ataques que as universidades federais vem sofrendo.

A manifestação partiu em fileiras até a Equatorial, empresa que arrematou a antiga Eletrobrás pelo valor irrisório de apenas R$50 mil num leilão realizado no dia 28 de dezembro de 2018, em São Paulo. No local, as lideranças chamaram atenção para as consequências negativas das privatizações. Segundo os movimentos sociais, o governo realizou a venda da empresa estatal na calada da noite e sem diálogo com a sociedade e, agora, a população sofre com o aumento da conta de luz, além da falta de energia frequente. Isso sem contar com as demissões, o aumento do desemprego e da precarização do trabalho.

Após a pausa para descanso e almoço, a marcha dos sem terra seguiu para o Centro da cidade. Amanhã, 16, outras ações conjuntas serão realizadas. Está prevista para 11h uma reunião com o governador do Estado de Alagoas, Renan Filho. A jornada será finalizada na quarta-feira, 17, após uma audiência com o secretário estadual de agricultura, Ronaldo Lessa.

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Fonte: CPT Alagoas