Comissão Pastoral da Terra Nordeste II

 

Camponesas de todo o estado de Alagoas ocupam a sede da Eletrobras na capital Maceió, contra a privatização do setor elétrico e em defesa da soberania. Ao todo são cerca de 1.000 mulheres trabalhadoras rurais Sem Terra que iniciam a Jornada de Lutas no estado, marcando a passagem do dia 8 de março, dia internacional de luta das mulheres.


A ocupação acontece desde o início da manhã de hoje (06), reunindo camponesas organizadas no MST, na Comissão Pastoral da Terra (CPT), no Movimento de Libertação dos Sem Terra (MLST) e no Movimento Via do Trabalho (MVT). 


 “A partir de hoje iniciamos um grande processo de luta unitário com as mulheres do campo na capital alagoana, denunciando os ataques do governo golpista de Michel Temer ao povo brasileiro que afeta diretamente a vida das mulheres, seja no campo ou na cidade, a partir de seus projetos de privatizações e retirada dos direitos conquistados através da luta popular”, explicou Débora Nunes, da coordenação nacional do MST.


 “Durante a manhã de hoje os golpistas estão querendo vender a Companhia de Energia de Alagoas, impedindo a participação do povo na audiência que deveria ser pública, com forte aparato policial para reprimir qualquer tentativa de denúncia por parte da população”, denuncia Nunes. Segundo a coordenadora do MST, a ocupação das mulheres na sede da Eletrobras fortalece a luta contra as privatizações e a defesa da soberania nacional.

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Divulgação/MST


 “A luta das mulheres e de toda a classe trabalhadora precisa colocar na rua e em diálogo com a sociedade o que nós queremos para o país. E nós, mulheres camponesas iniciamos nossa jornada em Alagoas denunciando os ataques das elites na vida do povo e reforçando que é a luta o caminho para construir o país em que nossos direitos não estejam sob constante ameaça”.


Com acampamento montado no prédio sede da Eletrobras, as camponesas reforçam também a necessidade de melhor abastecimento elétrico nas áreas de Reforma Agrária no estado. “Temos acampamentos e assentamentos hoje que ainda vivem sem energia elétrica e os que possuem, a energia é tão fraca que não é possível ligar sequer uma máquina de irrigação, em alguns casos, o que prejudica o desenvolvimento da produção”, disse Débora.


As Sem Terra permanecem em Maceió durante toda a semana, em diversas ações, onde também somam-se ao ato do 8 março convocado pelas organizações de mulheres em Alagoas que pretende levar milhares às ruas em defesa da democracia e contra a violência às mulheres.

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