Comissão Pastoral da Terra Nordeste II

Não à Transposição

As duas greves de fome (2005 e 2007) realizadas por D. Luiz Cappio, o bispo da diocese de Barra, foram certamente os dois momentos mais conhecidos da luta contra a Transposição do Rio São Francisco, mas não foram os únicos. A luta pelo São Francisco envolve vários atores e já teve alguns capítulos escritos ao longo de quase um século de lutas, quando o projeto da Transposição do Rio São Franciso foi proposto pela primeira vez.

As greves de fome foram ações extremas para chamar a atenção da sociedade brasileira e do mundo para um empreendimento que avança ao longo do Nordeste do país, ignorando todos os problemas sociais e ambientais que causa, principalmente às populações que vivem ao longo do rio, com as suas mais distintas características, já que abrange desde grandes centros urbanos até as comunidades e povos tradicionais, como as populações ribeirinhas, as nações indígenas e os povos quilombolas. 
Mas para entender as discussões em torno do Projeto de Transposição das Águas do Rio São Francisco é preciso conhecer um pouco mais do “Velho Chico”, as regiões que percorre e as populações que vivem ao longo da sua bacia. 

 

Leia mais...